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Como uma favela brasileira está amenizando a fronteira entre a floresta e cidade

Vila Brasilândia, na periferia de São Paulo, encontrou maneiras não convencionais para combater a urbanização, as alterações climáticas e as escassez de recursos.

O homem esta na represa Jaguari durante uma seca que afeta o estado de Sao Paulo. Photograph: NELSON ALMEIDA/AFP/Getty Images

O primeiro tema do World Cities Day é ‘principais transformações urbanas’. Isto é particularmente adequado para os habitantes brasilieros na periferia da Vila Brasilândia, que tem mostrado a coragem e a criatividade em enfrentar a urbanização, os recursos escassos e as alterações climáticas.
Em alguns paiseis, inclusive na minha terra natal Brasil, urbanização tem sido acompanhado por um número crescente de pobres em favelas superpovoadas que oferecem algum tipo de serviços básicos. Entorno de 12 milhões de Brasileiros moram em favelas e uma das maiores é a Vila Brasilândia na maior cidade do Brasil, São Paulo.
A floresta invadiu a cidade
O crescimento na Vila Brasilândia, vem sendo alimentado por constante fluxo de migrantes rurais e costeiros, tem sido irresistivel a pressão sobre a infra-estrutura e sobre o meio ambiente local.
A população do local tem estado sobre pressão para encontrar formas de conciliar a habitação precária ao sustentável, utilizando os recuros naturais escassos.
Fronteira com um dos restantes cinturões verdes de São Paulo , foi invadindo a floresta urbana do Cantareira por décadas .
Em resposta, Brasilândia recentemente lançou uma campanha em toda a cidade chamado ‘A floresta invade a cidade’, concebido para redirecionar a tendência de ocupação humana predatória com o plantio de árvores nativas, instalação de telhados verdes, cultivo de plantas alimenticias não cinvencionadas, em praça pública abandonada.
O sentido da urgência tem sido agravada pela seca deste ano – o pior em 80 anos – que deixou reservatórios São Paulo quase seco e o sistema de água Cantareira operando a 3 % da sua capacidade .

Quintino Jose Viama

Carpinteiro Quintino Jose Viama detém uma leitura do sinal ‘Movimento ousadia popular, não beba essa água cuide da natureza, obrigada’. Photograph: Sergio Oliveira

No longo prazo , as mudanças climáticas podem agravar problema da seca de São Paulo. Quinitino Jose Viama, um ancião local que durante décadas teve a conservação poços e córregos na Brasilândia, acredita que o trabalho que eles fazem é uma base para a conservação, mas também o inicío de uma revolução urbana.

”Nos estamos pedindo para todas as mulheres , crianças e homens para manter as sementes das frutas que comemos, para apoiar a criação de milhares de mudas necessárias para essa ocupação da floresta ” , diz ele
O direito a uma boa vida
De certo modo a Brasilândia está desafiando a noção de que só depois de atingir um certo nível de prosperidade se pode desfrutar de uma qualidade de vida. Sua feira de saúde sustentável anual, com base no conceito Sul-Americana de Bem Viver (o direito a uma vida boa), atraindo cerca de 3000 pessoas em cada evento.
Bem Viver não é sobre o individual; é o reflexo dos direitos que desfrutamos como uma comunidade, vivendo e compartilhando a vida juntos. Desde 2009, oito hortas comunitárias foram criadas e mais de 160 agentes comunitários de saúde em torno da comunidade em uma base regular, Promovendo a produção local e dando demonstrações sobre como cozinhar refeições nutritivas e refeições inusitadas, utilizando uma grande variedade de vegetal, sementes, flores , grãos, ervas e frutas

Este é apenas um dos muitos projetos inovadores em todo o mundo como parte do movimento de transição

” Brasilândia estabeleceu um instituto para a aceleração de nossas empresas sociais “, fala Mônica Picavea da Transition Brasilândia, parte do movimento de transição cidades que visa ajudar os projetos comunitários construir cidades mais resilientes.

“Estamos tomando um caminho diferente dos conceitos tradicionais de crescimento e progresso. Em nossa estratégia, comunidade e meio ambiente impulsiona a economia, e não o contrário”.
O instituto começou desenvolvendo uma compreensão mais profunda da sua economia e mapeamento da empresa, trabalhando com dezenas de empresas artesanais liderados por membros da comunidade. Padeiros, sapateiros, eletricistas e costureiras – para criar meios de vida e ajudar a impulsionar o crescimento da economia local, de Brasilândia.
O processo de urbanização tem se multiplicado a capacidade das pessoas de Brasilândia para encontrar suas próprias soluções. Por libertar sua criatividade, eles estão a amenizar a distinção entre floresta urbana e cidade, autoridades e conservacionistas de água, sistema de saúde e hortas comunitárias, desenvolvimento local e empresa social. E para todos os seus problemas evidentes, eles estão vivendo a boa vida.

http://www.theguardian.com/sustainable-business

FONTE:
Theguardian